terça-feira, 26 de maio de 2009

Chuvas generosas


Deste chuvas generosas, ó Deus; refrescaste a tua herança exausta. (Sl 68.9.)

Sem chuva a terra fica seca e exausta. O verde desaparece. Tudo fica feio. Não há semeadura nem colheita. Os campos não têm lavoura, os silos não têm cereais nem forragem, as despensas não têm alimento estocado, as panelas não têm arroz nem feijão, os estômagos não têm o que digerir, a vida não tem vez.

Numa situação como essa só a chuva resolve, só a chuva é desejada, só a chuva é objeto de oração. Só a chuva e nada mais.

Quando a chuva vem, o coração se enche de alegria e de gratidão. Então se faz esta oração: “Deste chuvas generosas, ó Deus; refrescaste a tua herança exausta” (Sl 68.9).
 

Mas não é só a terra que fica exausta, não é só a terra que precisa de “chuvas generosas”.

O homem e a mulher também ficam exaustos, também precisam de “chuvas generosas”. Ficam exaustos de tanta decepção, exaustos de tanto sofrimento, exaustos de tanto trabalho, exaustos de tanta tentação, exaustos de tanta maldade, exaustos de tanto ódio, exaustos de tanta guerra, exaustos de tanta espera — estamos todos precisando de “chuvas generosas”, não para a terra, mas para a alma. Precisamos lembrar, cada um de nós, que “o Senhor é o meu pastor” e “em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranqüilas” (Sl 23.1,2).

Retirado de
 Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).

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